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Carrie, a estranha - Critica

Remake da clássica obra de Stephen King foi necessário? Saiba mais lendo a critica por Matheus Souza!

Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon) - Critica

Joseph Gordon-Levitt estreia no roteiro e na direção, mas vale a pena ir ver? Leia a critica!

Cinerama vem aí

O podcast totalmente feito para os brothers amantes do cinema está chegando, saiba quando chegará e como ele será

Você conhece o trabalho de Craig Thompson?

Conheça um dos mais talentosos quadrinistas da atualidade

Critica The Purge

Um conceito muito bom, uma realização nem tanto

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domingo, 1 de junho de 2014

Cinema: arte ou entretenimento?

Pense nisso por um momento: numa tarde livre de um final de semana, quantas pessoas que você conhece estão em shoppings e quantas estão em museus?

Não é necessária nenhuma contagem meticulosa pra saber que, na maioria dos casos, os shoppings estão sempre mais lotados, e que seu público frequentador pode ser bem distinto do público que prefere os museus.

Quando falamos de cinema, essa mesma distinção pode ser percebida de outra forma: encontram-se principalmente os blockbusters e as grandes produções hollywoodianas nos cinemas mais populares e com um alcance de público maior (não por coincidência, quase sempre nos shoppings), enquanto os filmes independentes, filmes europeus e/ou sem muito apelo para bilheteria, são encontrados em cinemas menores, com público mais modesto, e que ficam em pontos bem específicos da cidade (não por coincidência, perto dos museus). A pergunta é: por que existe essa diferença?


Alguns filmes infantis são perfeitos pra ilustrar a versatilidade do cinema: ao mesmo tempo que divertem,
propõem reflexões sobre seus temas, agradando tanto adultos quanto crianças. De 1986, do diretor Rob 
Reiner e baseado num conto de Stephen King, Conta Comigo (foto), com seus personagens carismáticos 
e marcantes, convida a pensar sobre as amizades da infância.
Fica claro que existe uma divisão a respeito do consumo das obras cinematográficas, que parte tanto da indústria quanto dos próprios espectadores. Há aquelas pessoas que insistem em separar as produções entre “filme entretenimento” ou “filme pra se divertir” e “filme cabeça” ou “filme de arte”. É uma crença de que, para se divertir, é necessário desligar a mente e deixar de pensar, e que associa todo tipo de reflexão a uma prática chata e entediante. Pensar e se divertir são sim coisas diferentes, mas nem por isso quer dizer que não podem andar juntas. Uma piada pode ser ainda mais cômica quando convida o espectador a ter uma visão crítica sobre coisas que o cercam. Dizer que para se apreciar algum filme é necessário desligar a mente é o mesmo que assumir a experiência de assisti-lo como inútil e vazia, já que dessa forma, nas em média duas horas em que acompanharia a projeção, seria impossível para o espectador identificar qualquer coisa ali que pudesse levar consigo depois que subirem os créditos. Se uma mesma música pode servir, ao mesmo tempo, para dançar, cantar junto e ainda fazer refletir sobre os mais variados assuntos, por que um filme não pode ser divertido e ainda oferecer material para uma análise mais profunda sobre qualquer que seja o seu tema? Reduzir um filme a apenas uma função – a de entreter –, é subestimar o próprio cinema. São sons, imagens e palavras que, a cada momento, podem transmitir uma nova mensagem e evocar um novo sentimento. Com todo esse poder, o cinema deve ir muito além de provocar algumas lágrimas ou risadas. Além de entreter, ele pode participar da vida das pessoas e oferecer experiências que tenham algum significado. A reflexão não anula a diversão, e vice-versa.

Tantos nos quadrinhos quanto no cinema, os X-Men são famosos por representar as minorias sociais através 

de metáforas. Intolerância, racismo, machismo, homofobia, xenofobia e desigualdade social são alguns dos 
temas explorados e criticados na trama dos mutantes. Tudo através de HQ's e blockbusters.
Outro fator que contribui para segmentar os filmes é o alcance de público que cada um deles consegue. Os considerados “para se divertir”, onde se enquadram os blockbusters, costumam custar milhões para serem feitos e têm como um dos principais objetivos lucrar o máximo possível nas bilheterias. Aqui, o interesse dos produtores pelo lucro pode influenciar diretamente em vários aspectos do filme, e por isso alguns deles acabam sendo prejudicados. Já para os considerados “de arte”, os problemas enfrentados são diferentes. Geralmente, eles custam bem menos que os blockbusters (o que não é uma regra), e o diretor tem mais liberdade para fazer o filme à sua maneira. Porém, pelo baixo orçamento e menor alcance de bilheteria, acabam sendo distribuídos apenas para algumas cidades e exibidos em pouquíssimas salas, o que contribui para que apenas uma parcela pequena de pessoas os conheça e aprecie. Por esses motivos, na maioria dos casos, os blockbusters são mais bem aceitos pelo público do que pela crítica especializada, e com os outros, acontece o contrário.

Mesmo com essas discrepâncias, o alcance de público e o lucro não são válidos para qualificar a representação artística, e nem é correto separar entre aqueles que são artísticos e aqueles que servem apenas pra entreter. Todo filme vale como obra de arte, independente de qualquer fator. O cinema, em si, é arte, e não apenas determinados filmes. A qualidade dessa arte é que varia em cada caso.

Hoje cultuado por muitos críticos e fãs de cinema, Clube da Luta (David Fincher), foi um fracasso comercial. O filme, de 1999,
custou 63 milhões de dólares para ser produzido, e arrecadou apenas 100 milhões de bilheteria

É preciso extinguir o preconceito e dar uma chance para todos os filmes. Eles são muitos e dos mais variados tipos, mas o cinema é uma coisa só, e todos eles são igualmente cinema. Com a riqueza tão particular que um filme pode proporcionar, nem sempre é bom separá-los em segmentos e nos guiar através destes. Uma vez que se entende isso, é possível aproveitar as coisas boas que cada um deles pode nos oferecer. É possível descobrir que também tem arte nos shoppings e diversão nos museus.


Por: Matheus Souza



terça-feira, 20 de maio de 2014

Godzilla - Crítica


A surpresa das pessoas ao descobrir que Godzilla é na verdade mais herói do que vilão do filme é tamanha que chega, para quem já conhece a franquia, a ser nostálgico ir assistir, mas os pontos bons do filme não passam disso para o segundo longa do novato Gareth Edwards (Monsters, 2010).
 

O longa tokusatsu que apareceu como o Pacific Rim de 2014 começa muito bem utilizando-se de plot twists ao apresentar uma série de fatos históricos relacionados à catastrofes imensas e relacionar com a trama do filme para deixar qualquer conspiracionista de sorriso aberto. Após essa introdução, Gareth Edwards mantém o bom nível ao nos mostrar, em menos quinze minutos, personagens tão interessantes e naturais como os de Cranston (como esperado) e sua mulher. Mas, após uma virada no filme e um elipse, a trama decaí imensamente e de forma abrupta. Descobrimos então que o humano protagonista da história é na verdade o forte e jovem soldado Ford, interpretado por Aaron Taylor-Johnson, filho de Joe (Bryan Cranston); e isso é um soco no estômago.
A intenção de Edwards de criar em Ford um paralelo de continuidade para a motivação de Joe é clara e interessante, mas não funciona. Isso se deve ao próprio protagonista humano escolhido para o filme, Ford Brody, que não consegue convencer em momento algum - nem nas cenas com a família, nem nas cenas como herói ao salvar uma criança de cair para a morte e muito menos como um Jack Bauer. Isso não se deve apenas à Taylor Johnson que, para falar a verdade, não convence de rosto, mas que, para falar a verdade novamente, não tem muito o que fazer com o roteiro do jeito que é. Quem rouba a cena mesmo é Ken Watanabe que mesmo depois de proferir o clássico "Gojira" ainda se mantém como o personagem mais interessante na tela. Porém, isso não é o bastante. Para piorar o filme conta com alguns erros de continuidade (como o cão aparecendo preso à uma árvore e, no corte seguinte, se solta quando um tsunami está prestes à arrasar o litoral) e muitas coincidências na história (como os pais do menino que Taylor-Johnson salva aparecerem coincidentemente no local onde ambos estavam).

O ponto positivo fica por conta do ótimo CGI (área essa pela qual Gareth Edwards tem apreço e envolvimento) que, em contraponto, podem não ser tão aproveitados para quem experiência o filme em 3D que é escuro e incômodo.

Um filme que não chega a ser um desperdício total, mas que podia ter sido mais. Com uma continuação já garantida, Edwards, se escalado para dirigir a sequencia, tem a chance de corrigir erros que cometeu nesse primeiro e aprimorar sua própria direção que se mostra interessante e autentica (vide a cena da ponte e a locomotiva em chamas e o salto de paraquedas em direção às bestas colossais).
Infelizmente, por ser um filme tão aguardado, Godzilla surpreende negativamente ao apresentar um roteiro cheio de falhas e personagens estáticos e duplamente ao mostrar que existia potencial e dedicação ao filme (principalmente ao notar o trabalho de direção de arte, o cuidado ao mistificar novamente o monstro mais famoso do cinema e à paixão de um diretor), mas que, por sua vez, perde espaço em meio à tantos erros.

Por: Danilo Silva

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Hobbit - A Desolação de Smaug - Crítica



Para todos que já assistiram a primeira parte da nova trilogia inspirada no mundo de Tolkien, O Hobbit – Uma Aventura Inesperada, a expectativa para este segundo filme era ainda maior. E o diretor Peter Jackson não decepciona: nessa segunda parte, a trilogia fica ainda melhor e se prepara para um desfecho sensacional.

Além de um melhor aproveitamento dos elementos que mais chamaram atenção no primeiro filme, principalmente ligados a qualidade visual do longa, em A Desolação de Smaug, há um desenvolvimento mais sombrio da história, diminuindo o tom humorístico e aumentando as cenas de ação.



Com o objetivo de adaptar a história para uma versão mais adulta, Peter Jackson acrescenta vários elementos que não estão presentes no livro de Tolkien. O exemplo mais perceptível é a elfa Tauriel , interpretada por Evangeline Lilly (Lost): cada uma de suas cenas dá um toque feminino que o livro não tem. Da mesma forma, algumas das cenas de ação são incrementadas ou sofrem algumas mudanças, tornando-se mais interessantes aos espectadores do que seriam se fossem reproduzidas respeitando todos os detalhes da obra original.  Todos esses recursos, apesar de não serem essenciais para o desenvolvimento da trama, aparecem de forma natural, sem prejudicar a aventura inesperada de Bilbo (Martin Freeman) e os anões para alcançar a Montanha Solitária.

A experiência visual de assistir o filme, com os cenários incríveis e os 48 quadros por segundo, continua tão boa quanto na primeira parte. Pra ajudar no quesito, agora ainda temos o dragão Smaug (Benedict Cumberbatch), tão belo quanto assustador.




Com 161 minutos, o tempo de duração de A Desolação de Smaug serve tanto como ponto positivo quanto negativo. Por um lado, algumas cenas são perceptivelmente aproveitadas ao máximo, sem pressa e deixando o espectador satisfeito. Por outro, há cenas cansativas e com vários minutos dispensáveis, e ainda assim, nem todos os personagens são explorados.

Com bem mais acertos do que erros, Peter Jackson faz, de novo, um ótimo trabalho. A excitação aumenta em cada cena e, por fim, somos surpreendidos com um final inesperado na melhor parte do filme (claro), ficando com a sensação de “quero mais” que infelizmente só vai ser saciada no próximo ano.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Carrie, a Estranha - Critica

Foi na década de 70 que o mundo conheceu a história de Carrie White pela primeira vez. O livro de mesmo nome, primeiro sucesso de Stephen King, foi publicado em 1974, e o primeiro filme, dirigido por Brian de Palma, estreou em 1976.

Carrie poster 19Out2013

Na trama, Carrie White é uma garota que, por causa das restrições excessivas que recebe de sua mãe fanaticamente religiosa, é rejeitada pelos colegas. Essa rejeição passa dos limites quando, ao menstruar pela primeira vez, no banheiro da escola, ela é atacada pelas outras garotas. Nesse mesmo momento, Carrie descobre ter poderes sobrenaturais, e que pode usá-los para proteger a si própria.

Carrie A Estranha 07out2013 10

A primeira versão cinematográfica do clássico de Stephen King toca em pontos delicados (principalmente para a época em que foi lançado), como religião, aceitação social, o poder sexual da mulher e a crueldade adolescente. Décadas mais tarde, essas discussões continuam sendo tabus, mas que são encarados de forma completamente diferente do que em 1974/1976. Visto isso, nada mais justo que adaptar a história novamente, através de um remake ambientado em nossos tempos para que as novas gerações pudessem se identificar. Infelizmente, todo esse conceito parece ter sido perdido no longa que chegou aos cinemas na última sexta, 6 de dezembro.

Dessa vez a direção ficou a cargo da americana Kimberly Peirce (Meninos não Choram), tendo a atriz Chloë Grace Moretz como Carrie, e Julianne Moore como sua mãe.

Todas as cenas emblemáticas do filme de Brian de Palma foram mantidas, dessa vez com efeitos especiais dignos do século XXI. Infelizmente, o que foi adicionado em recursos tecnológicos foi excluído em qualidade. As atuações soam superficiais e algumas cenas, de tão mal construídas, se tornam cômicas. Há desde o abuso de explosões, sangue e sequências em câmera lenta até a repetição exaustiva de uma cena a partir de vários ângulos, no melhor estilo novela das nove.

Carrie A Estranha 27set2013 05

Mesmo Julianne Moore soa forçada dando vida à sua personagem. Sua performance até rende algumas cenas interessantes, mas que ficam apagadas diante de um roteiro tão fraco. Chloë Moretz é a única que, por vezes, parece compreender o que deveria ser a finalidade principal de um remake. Nos traz uma Carrie mais atrevida e bem menos assustada e inocente, que se aproxima mais dos jovens que conhecemos hoje.


Infelizmente, o trabalho de Kimberly Peirce aqui nos decepciona em diversos sentidos. Principalmente por desperdiçar a chance de discutir do ponto de vista do jovem moderno os temas que, depois de tantos anos, continuam atuais. A tecnologia, principal diferença entre a geração de hoje e a do filme de de Palma, tem pouquíssimo destaque. O fato de os bullies que atacam Carrie possuírem celulares e internet, por exemplo, é explorado de uma forma vazia e não convincente. Mesmo com o apelo para chocar com as cenas de morte e os efeitos especiais, o que vemos é um filme bobo, fraco e totalmente desnecessário.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon) - Critica


Queridinho, galã e pretendente à próximo George Clooney de Hollywood, Joseph Gordon-Levitt lança seu primeiro filme como diretor e roteirista. A premissa do filme é simples: Jon (Gordon-Levitt) é um pegador que foi apelidado pelos amigos como Don Jon, fazendo referencia à um Don Juan contemporâneo. Ele e os amigos saem à noite e avaliam as garotas de zero à "dice" e Don Jon sempre leva uma mulher diferente para sua cama, mas, como ele mesmo admite, nada é comparado ao pornô. Apesar de não admitir, o rapaz é viciado em pornografia e depois de encontrar a garota que ele e os amigos avaliam como "dice", Jon se encontra numa situação difícil porque o sexo com Barbara (Scarlett Johansson) não chega a ser tão bom quanto a pornografia que ele tanto admira.
O filme tem pontos muito interessantes e poderia até ter sido avaliado melhor se não fosse alguns pontos que irei citar agora. É muito interessante como Gordon-Levitt cria uma Nova Jersey caricata que casa perfeitamente com o seu personagem machão e bom vizinho que preza a família, a igreja (apesar de questiona-la), os amigos, e as mulheres. Porém, essa característica tão interessante é usada de forma amadora, o que faz as linhas do roteiro se perderem entre o drama e a comédia. Outra coisa muito interessante é a personagem de Scarlett Johansson que é a personagem mais machista nessa história, quando isso era esperado de Gordon-Levitt que, ao contrario dessa expectativa, mostra-se um homem conservador, porém não segue todos os valores da geração anterior da sua família (valores esses que ficam claros nas cenas hilárias com Tony Danza).


Ainda no roteiro, Gordon-Levitt tentou criticar a mídia e os comerciais jogando alguns teasers dessa intenção, o que não chegou a ficar obsoleto, mas não chegou atingir um ponto em que pudesse ser chamado de critica. E é assim que todo roteiro é. Meia-boca como diria alguns dos meus tios. Gordon-Levitt soube criar personagens interessantes, ambientação no estilo Os Sopranos, e piadas engraçadas.

"They give awards for porn too."
Brie Larson como Monica em Don Jon (2013) e Kevin Smith como Silent Bob
em Clerks 2 (2006)

A irmã de Jon, Monica (Brie Larson) chama atenção em cena por não dizer nada durante o filme, o que cria a expectativa de que alguma hora ela irá abrir a boca e dizer algumas verdades que irá iluminar a mente do protagonista. E sim, isso acontece. Atitude que lembra muito o personagem de Kevin Smith - Silent Bob - em Clerks. Mas chega a ser tão previsível que aquela garota pendurada em seu blackberry iria fazer isso que chega a ser chato ver a cena. É pretensioso e descuidado, o que torna uma cena que poderia ser criativa e poderia acrescentar um ponto bom ao filme, numa cena que todos já sabiam que iria acontecer.

Julianne Moore entra na história de forma simples, mas se revela uma personagem com potencial também. É nela que Gordon-Levitt encontra o prazer equivalente as suas horas e horas de pornografia, mas o que poderia ser o highlight do filme, acaba se tornando a grande decepção. Não há resolução no roteiro. O filme simplesmente acaba e você fica se perguntando "Ok, mas e agora? O que aconteceu? É isso?".
Parece ser uma grande metáfora para o verdadeiro orgasmo e é assim que o filme é construído - é construído para gerar um grande êxtase no final, mas o que realmente acontece é uma brochante fade out.

É assim que Don Jon acaba, brochante. Com pontos bons como a edição que cria um ritmo hilário para o filme com pontos que destacam piadas, mas com mancadas feias como o não encerramento de conflito, que fica evidente quando os créditos surgem, inesperadamente. Porém, para um primeiro filme, Gordon-Levitt mostrou que sabe escrever e sabe dirigir filmes de forma descente, apesar de ter muito o que aprender.

Por: Danilo Silva

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Batman Fuck Yourself - Ben Affleck Será o Próximo Bruce Wayne nos Cinemas


Nem Josh Brolin, nem Jon Hamm, e muito menos a volta de Christian Bale, a veterana Warner Bros. anunciou essa semana que Ben Affleck interpretará Bruce Wayne em Superman vs Batman, filme prometido para a metade de 2015.
Depois de quase ser o Superman, quase dirigir o suposto filme da Liga da Justiça e também interpretar Batman no filme, o americano Ben Affleck (Argo, 2012) surpreende a todos mesmo sendo um dos rostos prediletos da Warner. Acostumado com o recém saído da Warner Bros. Jeff Robinov, a produtora parece querer manter os veteranos e Ben Affleck tem história na produtora. Ao longo da semana, o ator foi o principal assunto dos cinéfilos, fãs de quadrinhos e qualquer curioso que estava acompanhando a história da escolha do novo homem morcego. Além disso, criticas (e até petições) choveram na cabeça de Ben Affleck, mas a verdade é que é muito cedo para jogar e que talvez Ben Affleck não tenha sido a pior escolha.

Matthew Goode (Watchmen, 2009)
Matthew Goode era um dos nomes cogitados para viver Bruce Wayne e um dos mais criticados também. O ator britânico de 35 anos interpretou o megalomaníaco Ozymandias em Watchmen (filme do atual diretor de Superman, Zack Snyder) e muita gente não gostou
 de Goode no papel. Após a menção de uma referencia a Cavaleiro das Trevas (HQ de Frank Miller), ficou estabelecido que o próximo Batman seria já um veterano de guerra, um homem mais velho e Goode, em idade, só perde para o próximo da lista.

Ryan Gosling (Driver, 2011)
Ryan Gosling é o queridinho de Hollywood e há muitos interessados em trabalhar com o ator dos bem-sucedidos Driver, Gangster Squad, Blue Valentine e do amolecedor The Notebook. Gosling é o mais novo da lista de especulações para novo Batman e o mais taxado de carinha bonita. Apesar do bom histórico (esqueça Only God Forgives), para muitos (inclusive para mim) foi difícil imaginar o ator canadense no papel do bilionário Bruce Wayne.


Richard Armitage (The Hobbit, 2012)
Nosso querido Thorin nos cinemas, Richard Armitage também estava cotado. Acostumado com personagens lúdicos e nobres, Armitage
tem 41 anos e conquistou o coração de alguns fãs do homem morcego, mas talvez tenhamos escapado de um balde de água fria. O ator talvez coubesse em um Bruce Wayne playboy (como vimos em Batman Begins) e conseguem mesmo imaginar um Batman com sotaque britânico? Oh, please, no.



























Particularmente falando, peço para que você, nerd que comprava hq na banca do seu Manuel e que deu muitos pulos na poltrona durante a recente trilogia do homem morcego, fique calmo e não propague esse ódio sobre algo que nem ao menos sabemos se dará certo, e se formos para falar alguma coisa, que seja com sugestões para o enriquecimento da obra. Guarde os xingamentos para o caso de o filme ser ruim.
Aos mais desesperados e haters, aqui vai um conselho, esqueçam Demolidor (filme de 2003) e é sempre válido lembrar que Ben Affleck é um cara de pulso firme, com dois Oscar na bagagem, diretor, roteirista e ainda produtor. Além disso, Affleck estourou recentemente com o premiadíssimo Argo onde além de atuar, o ator americano produziu e dirigiu. Daredevil não é uma referencia válida, o Ben Affleck de 2003 é muito diferente do Ben Affleck de 2013. Se a escolha do ator já não fosse um problema, outra desafio da Warner é restabelecer o homem morcego novamente (até agora Christopher Nolan não foi citado no filme) e aí fica a questão: Será que o Batman de Affleck será parecido com o de Nolan? E se não, como restabelecer um Batman diferente para o público que só conhece o universo Batman no cinema? Temos que esperar e isso é tudo. Ficamos sem Brolin, sem Hamm, mas temos um vencedor de Oscar na parada, então, Batman aqui, Batman lá, Batman acolá, como Batman vai ser? Como o Batman deve ser? Batman fuck yourself! 

Por: Danilo Silva

sábado, 10 de agosto de 2013

O Cinema Realista


Após a recorrente fama de novidade que o cinema carregou até o século trinta, o cinema alcançou nessa mesma época a busca por temas mais próximos da realidade do espectador - não que já não o tivesse o feito antes, mas agora ele se destaca. Por incrível que pareça, falar do cinema realista é mais difícil que falar do surrealista, e isso deve-se pela alta detalhação e meticulosidade nas obras. O gênero que mais bebe nessa fonte é o drama que em sua maioria discute questões humanas como a busca por algo pessoal e intangível. Algumas pessoas interpretam o cinema realista erroneamente ao dizer que os finais são obrigatoriamente ruins daqueles que o mocinho não fica com a mocinha no final porque isso é inconcebível na realidade. Mas essa interpretação está errada. Não importa o quão uma situação possa parecer difícil de acontecer, deve ser considerado se isso é viável na vida real e o mocinho pode ficar com a mocinha se os dois estiverem vivos. É entendível essa interpretação por parte de algumas pessoas levando em conta que muitas buscam o cinema como um meio de escape da realidade que talvez não as satisfaçam, sendo assim, quando assistem um filme com o final triste, elas interpretem como cinema realista. Para melhor detalhação vamos aos filmes:

500 Days of Summer (2009) - Marc Webb

500 Days of Summer é um exímio exemplo dos filmes que as pessoas pegam para cristo quando se trata de cinema realista. A melancólica interpretação de realidade do filme cria um efeito interessante e apaixonante de empatia pelo espectador, o tom pastel - quase sépia - da fotografia nos faz pensar estar vivendo um sonho tênue e tudo isso desmorona no final. A mudança é clara quando comparamos as cenas em que Gordon-Levitt está apaixonado com Deschanel e as últimas, em que os dois seguiram caminhos diferentes - o tom que antes evidenciava um delicioso sonho, agora nos entrega uma fotografia contrastante de tons escuros (como as de as roupas pretas e sociais de Gordon-Levitt e a cidade) e claros (como a natureza à volta e a beleza de Summer). Porém, apesar da separação do casal, o filme termina com o contentamento de Gordon-Levitt e a chance que ele dá à uma nova paixão. Pensando assim, o filme já não parece mais tão triste, e podemos ver agora uma intenção de mensagem: No fim, se der errado, vamos seguir em frente. E essa é a verdade, não importa se algo não deu certo, as pessoas seguem em frente, interpretem isso como uma coisa boa ou não.

Trilogia Batman (2005, 2008, 2012) - Christopher Nolan





















Muitos consideram que Christopher Nolan viaja muito para ser considerado um diretor realista, mas não é bem por aí. Isso é evidente no seu alto cuidado com a meticulosidade de suas obras e a necessidade de explicar as ações de seus personagens. Após Inception (que o fez ganhar fama de diretor surrealista), Batman Begins, The Dark Knight  e por fim The Dark Knight Rises botou em pauta se era realmente essa a característica mais presente e pretensiosa de suas obras. Apesar da trilogia de Batman ser sobre um super-herói, o filme cuida de temas como politica, segurança humana e, mais uma vez, sobre a auto-satisfação e bem estar do protagonista. Tudo isso é apresentado em filmes com pouco mais de duas horas de duração e uma fotografia escura e agressiva. Gotham é para o Batman de Nolan o que Nova York foi para Travis Bickle de Scorsese. A situação de Gotham na trilogia serve de metáfora à insegurança atual do subúrbios das grandes cidades do mundo, enquanto a high-society bebe martíni e vai a eventos sobre o futuro, a população restante sobrevive trabalhando e ficando fora de problema.


Catch Me If You Can (2002) - Steven Spielberg

Catch Me if You Can é uma outra vertente do cinema realista - aquele filme que é baseado em fatos reais, mas que se utiliza (claro) de dramatização para enriquecimento da obra. Steven Spielberg se saiu muito bem quando tratou de focar o filme no por que de Frank Abagnale Jr. (personagem de Leonardo Di Caprio) estar fazendo aquilo e não em como ele fez o que fez.

Taxi Driver (1976) - Martin Scorsese

Um dos meus filmes prediletos, Taxi Driver de Martin Scorsese é um retrato fiel à Nova York da época dos veteranos de guerra. O filme se trata sobre Travis Bickle, um veterano de guerra que está em busca de algo que o satisfaça, mas ele não sabe ao certo o que é. Em busca disso, ele arruma um emprego, um affair e um objetivo - matar um politico. Ele trabalha em cima disso e a transição da passagem do Travis de antes com o de depois mostra a ele que não conseguirá matar o politico. Sua ansia é tamanha por fazer algo, que ele concentra todo esse desejo em Iris (personagem de Jodie Foster) e a ajuda matando o cafetão que a gerenciava e os capangas do mesmo. Como Travis é inexperiente e é considerado um cívil, é claro que ele não se sairia muito bem, e apesar de matar todos os bad guys, Travis é quase morto.
Nova York é retratada no filme como um lugar sem segurança e uma verdadeira selva de cada um por si. A poluição, ruas sujas e o tumulto de pessoas evidenciam o crescimento da industrialização e a crise econômica e depressiva da cidade. No final, Travis vê que as coisas não são tão ruins e sua perspectiva parece mudar quanto as pessoas e também quanto a si mesmo. I got some bad ideas não é mais o pensamento presente em Travis.



















The Goodfellas (1990) - Martin Scorsese

The Goodfellas (também de Scorsese) é, ao contrário de Taxi Driver que se trata sobre a ascensão pessoal de alguém, este se trata sobre o declínio de Henry Hill (personagem de Ray Liotta). Os cuidados tomados pela gangue de Robert De Niro no filme evidenciam questões identificáveis na vida real como: Não atirar em público, manter uma boa relação com a família e tomar cuidado com os gastos para não serem pegos pela Receita Federal. Após todo esse cuidado, a ambição humana é o que mais conta e o grupo de amigos da mesma gangue se dividem aos poucos quando começam a desconfiar de si mesmos quando o cerco ameaça apertar. O envolvimento com drogas por parte de Henry torna sua vida um inferno, afetando tanto sua relação profissional quanto familiar, assim, deixando-o à beira mar.

Por fim, o cinema realista trate-se de obras mais empáticas e em algumas das vezes pode não ser a mais pessimista e sim se tratar mais sobre questões pessoais e mais próximas à realidade. Sejam essas questões pessoais ou de todo mundo, a realidade é vista pelo cinema como um romance é visto pelos poetas, a clareza e transparência de situações pode não ser as mais aceitáveis, mas são a verdade e se tratam apenas disso, da verdade.

Por: Danilo Silva


Pacific Rim - Critica


Del Toro é um grande conhecedor de criaturas enigmáticas e fantásticas do cinema, e além disso, ele é o criador de muitas delas. Desde Hellboy ao Fauno, Guilhermo Del Toro se provou como um apaixonado pelo que faz e isso é evidente em Pacific Rim (ou Circulo de Fogo) que estreou aqui no Brasil nessa última sexta-feira (09/08/13). 
Simples, porém robusto, o filme impressiona à primeira vista por dizer três ou quatro termos e literalmente cair na briga sem essa necessidade hollywoodiana de explicar tudo e mostrar o que o publico quer ver, (soco foguete) os famosos Jaegers estraçalhando os Kaijus. A trama é bem simples, a humanidade tem que lidar com monstros gigantescos que sairam de dentro de uma fenda no oceano e para isso foram desenvolvidos os Jaegers - robôs de batalhas gigantes. O robô é controlado em duplas (a não ser os chineses que agem em trio), e o controle é divido dando a cada pessoa um hemisfério do cérebro. É possível sentir o peso das toneladas e toneladas dos Jaegers e isso contribui muito para a sensação de dificuldade que os pilotos passam nas lutas. Os Kaijus também são impressionantes, tão nojentos quanto os aliens ridleyscotianos, eles lembram muito Godzilla e partindo daí uma série de monstros japoneses. 

É interessante como Del Toro resolveu não deixar você respirar durante o filme, além de destroços voando para todos os lados da tela, socos atordoantes, sangue azul dos Kaijus, os personagens são aprofundados durante as batalhas com flashbacks emocionantes (como se as lutas já não bastassem) o que oferece ao espectador a mesma perspectiva dos personagens descobrindo sobre uns aos outros. Idris Elba prova que evoluiu muito em seus últimos papéis e está em seu ápice, seu personagem, Stacker Pentecost, sustenta sua imagem de líder, mas mostra também seu lado paterno quando se trata de Mako Mori (personagem de Rinko Kikuchi) e porque não da segurança da humanidade. Porém, além de Mako Mori e seu trauma de infância e, pelo lado de Raleigh Becket (personagem de Charlie Hunnam) a perda do irmão em batalha, o filme para por aí, apesar dos flashbacks durante as batalhas e as consequências disso na trama, o roteiro não evidencia de forma que tome a frente da trama porque a função de fazê-lo está nas mãos dos conflitos que o mundo passa - afinal, é um filme sobre o futuro sobre a humanidade e o roteiro tenta evidenciar a todo momento o drama que é viver lutando contra algo imenso e que não tínhamos como controlar. O governo, claro, sempre lidera as frentes das decisões e com isso surge a resistência, liderada por Stacker, que após derrotas parou de ser financiado.


Os cenários são muito bem feitos. Prédios, mares e avenidas são socados, pisados e estraçalhados por Jaegers e Kaijus. O filme também nos entrega um clima quase que de Blade Runner com neons em placas com dizeres chineses e fumaça e mais fumaça; isso contrasta com a alta tecnologia nas ruas centrais e nas litorais criando a distinção entre o subúrbio perigoso (onde Hannibal Chau comanda sua gangue mercenária), a cidade (onde o governo tenta controlar a situação) e a resistência (onde pilotos experientes tentam combater as ameaças). O roteiro não entra em espirito nacionalista (nem teria com tantas homenagens ao cinema e TV orientais) e, apesar do principal Jaeger ser norte-americano, australianos e chineses dividem cena e são apresentados como um dos melhores do que fazem.
Pacific Rim é um filme muito bem dirigido e o 3D exigido pela Warner é bem executado com tiradas de objetos e placas na frente dos atores e prédios gigantescos para dar a sensação de duas camadas, e assim, a sensação de profundidade. O senso de escala impressiona também pelo imenso cuidado e meticulosidade, e é por isso que temos tantas e tantas imagens amplas de cenários para que possa ser enquadrado a ponte, o ocenano, o Jaeger, o Kaiju, e o prédio e assim termos uma (senão perfeita) boa ideia de tamanho dos gigantes. Apesar de ser bem simples, o roteiro se prova maduro e sucinto, com alívios nas horas certas e moderados (afinal, estamos falando do quase fim do mundo) e flashbacks que cortam toda a necessidade de minutos e minutos de envolvimento entre personagens (como no caso de Mako e Raleigh) para que o público pudesse engolir a repentina familiaridade e intimidade entre a dupla - isso é devido a genial desculpa do fluxo que torna o caminho de aprofundação de e entre personagens uma via de mão única. Após todo o show-off de efeitos especiais, é interessante sentir como o filme faz bem, e separando-se de filmes como Transformers, Avatar, Prometheus e tantos outros que prometem duas horas de um filme cheio de efeitos especiais e tramas épicas e no fim, só cumprem a primeira parte, Guilhermo Del Toro nos prometeu um filme sobre robôs gigantes lutando com monstros gigantes e tudo isso para salvar a humanidade (algo bem próximo do que a criança latina viu na TV a infancia inteira em Power Rangers, CyberCops, Jiraya e muitos outros), além de lembrar em certos momentos as estripulias de Michael Bay e até referenciar Evangelion, Pacific Rim nos entrega isso em pouco mais de duas horas preenchidas de destroços, socos, uma deliciosa ânsia por um beijo entre Raleigh e Mako, espadas e o já famoso soco foguete. Pacific Rim fugiu do estereótipo hollywoodiano de explicar tudo, e nos entregou um filme muito dificil de dar certo do jeito que deu, aquele em que você sabe que no final os robôs gigantes ganham, mas o que conta é como eles ganham (e soco foguete).



Por: Danilo Silva

domingo, 4 de agosto de 2013

Recomendações da Isadora - Parte 3

Olá pessoas! Hoje venho falar sobre os dois melhores filmes sobre drogas que existem, na minha opinião. Dois filmes que mostram muito bem como é o vício e que têm trilhas sonoras incríveis.

Trainspotting


Baseado no best-seller de Irvine Welsh, o filme dirigido por Danny Boyle(Extermínio, Quem Quer Ser Um Milionário?) conta a história de Mark Renton(Ewan McGregor) e seus amigos Sick Boy(Jonny Lee Miller), Tommy(Kevin McKidd), Spud(Ewen Bremner) e Begbie(Robert Carlyle).
O filme mostra o passado tenebroso de Obi Wan Kenobi, mas Ra's Al Ghul tirou o menino Renton das drogas e o ensinou o caminho da Força.
O filme faz um retrato da juventude viciada de Edimburgo, capital da Escócia. Se trata sobre escolhas, como Renton demonstra no início do filme "Por que eu iria querer isto? Preferi não ter uma vida. Preferi outra coisa. E os motivos? Não há motivos. Para que motivos, se tem heroína?".

Requiem For A Dream


O filme que tem a direção de Darren Aronofsky(Cisne Negro, O Lutador), conta a história de Harry(Jared Leto), sua mãe Sara(Ellen Burstyn), sua namorada Marion(Jennifer Connelly) e seu amigo Tyrone(Marlon Wayans), que são pessoas que correm atrás de seus sonhos.
Sara foi convidada para participar de seu programa de TV preferido, o "Tappy Tibbons Show", mas está se achando gorda, vai ao médico e começa a tomar pílulas para emagrecer. Harry quer ser rico e também quer ajudar Marion a montar sua griffe, para isso, ele começa a traficar com seu amigo Tyrone. Sara emagrece, mas continua tomando mais e mais pílulas e Harry, Tyrone e Marion ficam dependentes de heroína.
O filme mostra como as pessoas vão ao extremo pela sua vontade, pelos seus sonhos, mas que nem sempre dão certo.

Por: Isadora Gomes

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Trailer do novo filme de Bryan Cranston - Cold Comes The Night

Estrela de Breaking Bad, Bryan Cranston está se separando da série que o alçou ao mainstream. Agora, vivendo a pele de outro criminoso, Cranston estrela Cold Comes The Night juntamente a Alice Eve. Cranston parece se dar bem com papéis de foras da lei, e, mais amplamente, com papéis fortes e severos, isso não deixa de estar presente em Cold Comes The Night, pelo menos, não no trailer, este que você pode conferir abaixo:



O filme será dirigido pelo quase desconhecido Tze Chun e ainda contará com Tom Hardy e Logan Marshall-Green no elenco. Cold Comes The Night não tem data prevista de estreia no Brasil, mas chegará ao Reino Unido em 20 de Setembro desse mesmo ano.

Por: Danilo Silva

terça-feira, 23 de julho de 2013

A importância da trilha sonora

De quantos filmes você se lembra pela trilha sonora? Você sabe qual era a música tocando quando um de seus personagens favoritos morreu em um seriado? Quantas cenas musicais clássicas vêm na sua memória enquanto lê esse texto? É possível fazer um filme sem trilha sonora?

Twist and Shout, na versão cantada pelos Beatles,
 em Curtindo a Vida Adoidado

Uma pequena reflexão com base nessas perguntas é o suficiente para entender a importância da música no cinema e a TV. Esse fator, que para muitas pessoas passa despercebido, é fundamental para aproximar mais a obra de quem a assiste, ampliando através do som o sentimento interpretado na tela.

O tema composto por Bernard Herrmann para o filme Twisted Nerve, de 1968, 
já apareceu em Kill Bill e American Horror Story

Desde os primórdios do cinema, a música já era utilizada com esse fim. Porém, só a partir do final da década de 20, graças aos avanços tecnológicos que facilitavam sua manipulação, é que ela passaria a ser realmente tida como um fator importante, quando os produtores começavam a utilizar trilhas feitas exclusivamente para a realização dos filmes. A trilha sonora era um dos elementos principais e podia determinar o sucesso comercial das produções.

O tempo passou e o papel da música no cinema foi ficando cada vez mais significativo. Na década de 60, filmes musicais como Amor, Sublime Amor, My Fair Lady e A Noviça Rebelde estavam entre os vencedores do Oscar de melhor filme. Hoje, é impossível falar sobre qualidade musical no cinema sem lembrar-se de alguns filmes como “2001: Uma Odisseia no Espaço”, “Kill Bill” e toda a trilogia “Senhor dos Anéis”.

O poema sinfônico Assim Falou Zaratustra, que aparece em 
2001: Uma Odisseia no Espaço, foi composto pelo 
alemão Richard Strauss e inspirado no livro homônimo de Nietzsche

Cinematograficamente, o papel principal da música é transmitir de forma mais vívida para o espectador as emoções sentidas pelos personagens ou contidas numa determinada cena, como o pavor de uma vítima ao fugir do assassino, a felicidade de uma mulher que encontra o homem de sua vida ou a psicodelia de um usuário de drogas. Sabemos que a pessoa que corre do assassino sente medo e aflição apenas de olhar para a tela, mas o som adequado trás esse medo até nossos ouvidos, de forma que possamos também senti-lo, mesmo em um nível menor. Bem intercalada com as cenas e utilizada nos momentos certos, a trilha nos aproxima dos personagens e pode tornar quase palpáveis as situações vividas por eles.

E claro, como indústria, a mídia também precisa da música como ferramenta de publicidade. A banda que toca nos trailers já pode ser empolgante o suficiente para fazer o público assistir os filmes. Um bom exemplo é a última adaptação de O Grande Gatsby, que com certeza levou ao cinema alguns fãs de Lana del Rey, Beyoncé, Jay-Z ou Florence and the Machine, que fazem parte da trilha sonora. Também é comum, principalmente em séries de TV, quando bandas e cantores pouco conhecidos (ou que foram muito conhecidos, só que em outra época) adquirem mais visibilidade e sucesso depois que têm uma música utilizada em algum episódio. É o caso do Snow Patrol, que foi apresentada a um novo público e ganhou bastante popularidade no mundo todo depois que várias de suas músicas serviram de trilha para episódios de Grey’s Anatomy. O mesmo pode ser dito de seriados como Glee, Supernatural, The OC, Gossip Girl, Smallville, Skins, CSI, Cold Case, The Following e por aí vai. Até mesmo na TV brasileira é possível perceber isso: é só prestar atenção em quantas pessoas se vê cantarolando a música tema da mocinha protagonista da novela das oito.

A canção Chasing Cars, do Snow Patrol, ganhou muita popularidade 
depois de aparecer no season finale da segunda 
temporada de Grey's Anatomy, em 2006


A moral da história é que, seja nos filmes, nas novelas ou nos seriados, a trilha sonora faz toda a diferença. Trata-se de um dos pontos essenciais do cinema (e da TV) como arte. Tristemente, ainda assim, é inevitável que muitos dos compositores responsáveis por elas sejam completamente ignorados pelo público que quase sempre só dá olhos aos atores principais.

Por: Matheus Souza

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Roteirista de Se7en é contratado para sequencia de The Girl With The Dragon Tattoo



Depois de muitos boatos sobre uma sequencia, The Girl With The Dragon Tattoo (ou, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres) e como diz um amigo meu: não é pouca merda não. Andrew Kevin Walker (roterista de Panic Room e Se7en) foi contratado para roteirizar a sequencia do filme de Fincher. The Girl With The Dragon Tattoo é a segunda adaptação cinematográfica da trilogia de livros escrita por Stieg Larsson (jornalista e autor sueco), a primeira adaptação foi sueca e contou com Noomi Rapace no papel de Lisbeth e Michael Nyqvist no papel de Mikael. 

A versão americana recebeu elogios, com Fincher na direção, Daniel Craig e Rooney Mara nos papéis principais e Trent Raznor na trilha sonora, o ambiente frio e escuro da Suécia foi criado perfeitamente dando a exata entonação de uma investigação polemica e um romance timido. Podemos notar essas caracteristicas em Se7en também, o que pode deixar o fã da trilogia e também o espectador comum traquilos e animados com a sequencia.  O segundo filme - se seguir o titulo do livro - deverá ser A Menina que Brincava com Fogo e, sem spoilers, se manter a qualidade do primeiro filme, o enredo trata de dar um show. Aproveitando a deixa, leia os livros e assista a versão sueca caso ainda não tenha o feito, a estória é empolgante e te despertará a ler livros mais densos, assim como os filmes fazem e, se Zeus ajudar, as sequencias americanas também farão.

Por: Danilo Silva

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Tom Hanks e Ron Howard estão confirmados em adaptação de Inferno

Os atores estadunidenses Tom Hanks e Ron Howard foram confirmados na adaptação cinematográfica de Inferno, o mais recente livro de Dan Brown. Com o sucesso de O Código da Vinci e Anjos e Demônios, já era de se esperar uma adaptação de Inferno, o livro mais comentadado de Dan Brown desde os mesmos que deram origem à adaptações cinematográficas.
O livro foi muito criticado em razão de alegarem que o mesmo é mais um Código Da Vinci, porém, agora mastigado e entupido de fatos históricos como tentativa de enriquecer a obra. Não li o livro ainda, então, essas não são minhas opiniões. Porém, por outro lado, posso dizer que quem está a cargo de adaptar o livro é ninguém menos que David Koepp (Parque dos Dinossauros, Janela Secreta e recentemente Homens de Preto III) e, assim sendo, creio que o roteiro ao menos está em boas mãos. É muito cedo para falar do filme ainda, mas podemos esperar mais uma aventura surpreendente (ou não) de Robert Langdon.
Dan Brown é um autor contemporâneo, não por vender os direitos de seus livros, mas sim por saber como vende-los. Um verdadeiro Steve Jobs da literatura, Dan Brown foi considerado um dos melhores e mais polêmicos autores da atualidade. Essas característcas se repetem no cinema, o que tornou Código da Vinci e Anjos e Demônios filmes polêmicos e muito comentados. Tom Hanks vestiu bem o personagem de Brown e parece estar animado com as filmagens. Quanto Ron Howard, o ator parece estar animado com o filme e promete algo supreendente. Particulamente, eu gosto mais de Código da Vinci do que Anjos e Demônios, achei o segundo filme bom, mas não me impactou tanto quanto o primeiro. Anjos e Demônios me decepcionou por não ser um filme que acrescentou ao gênero como Código da Vinci fez, assim sendo, o livro é mil vezes superior por essa questão. Já comparando Código da Vinci livro e filme, acho que os dois estão nivelados e Tom Hanks no meio disso tudo só deixa tudo melhor; assim esperamos ele faça em Inferno.

Por: Danilo Silva


terça-feira, 16 de julho de 2013

O Homem de Aço




Seguindo o conceito de trazer para as telas grandes super heróis mais realistas, no último dia 12 chegou aos cinemas brasileiros O Homem de Aço, com a promessa de nos apresentar um novo Superman.

Dito e feito, o diretor Zack Snyder (de “300” e “Watchmen”), acompanhado por Christopher Nolan  na produção e David S. Goyer  no roteiro (ambos da trilogia “O Cavaleiro das Trevas”), não falhou em contar de uma forma diferente e apresentar um ponto de vista alternativo para uma história que quase todos já conhecem. Esse outro ponto de vista pode ser notado logo no início do filme: As primeiras cenas são inteiramente passadas em Krypton, flashbacks do momento anterior a quando nosso conhecido Clark Kent (Henry Cavill) ser enviado ao planeta Terra.

Inclusive, os flashbacks são um ponto característico do filme. A trama é contada de uma forma não linear que a cada momento aproxima mais o Clark adulto de todas as experiências que teve enquanto crescia, como a relação com sua família e convivência com as pessoas que não conheciam seu segredo, deixando mais humano o personagem cujo dilema principal é não se adaptar a um ambiente em que é intruso.


Outra vantagem das várias cenas ambientadas num tempo passado é a oportunidade que temos de apreciar o trabalho ótimo dos atores que interpretam personagens secundários, mas que têm grande importância no enredo, como Kevin Costner e Diane Lane (Jonathan e Martha Kent) Amy Adams (Lois Lane), Russel Crowe (Jor-El) e Michael Shannon (o antagonista, General Zod). Henry Cavill também mostra seu potencial. Fica claro que o ator dá vida à seu próprio Super Homem, sem copiar traços de interpretações anteriores que também fizeram sucesso e estabeleceram a imagem mais conhecida do herói (lê-se Christopher Reeve).

Claro, o filme não é isento de alguns erros. Lois Lane, por exemplo, é bem utilizada na trama, exceto no que seria sua função principal: ser o par perfeito de Clark. A relação criada entre os personagens é fraca, o que resulta num amor extremamente forçado. Há também o excesso de explicações desnecessárias, colocadas em várias cenas que por si só já são compreensíveis.


Efeitos especiais e sequências de lutas corporais aqui não faltam. Assim como cenários bonitos e, principalmente, a fotografia, que equilibra muito bem as cenas escuras e coloridas, para cada momento do filme. Assistir em 3D é, sem dúvidas, recomendado.

Dentre tantos méritos, há um que talvez seja o mais icônico (pelo fato de não ser comum em filmes de super heróis), que é o olhar filosófico apresentado. De um lado, temos nós humanos, sem esperanças, lidando com uma das nossas principais questões sobre a vida (estamos sozinhos no universo?). Do outro, temos um Clark Kent que começa agora a conhecer a si mesmo e seu propósito em nosso mundo. A figura do Superman como um messias é explícita, contando inclusive com algumas referências que montam um paralelo do herói com Jesus Cristo, como a idade de Clark (33 anos) e a forma como ele é enviado à Terra.

Depois de tanto mergulhar na história, é impossível ver subir os créditos sem ansiar por um pouco mais. Decididamente, O Homem de Aço pode ser o filme que trará a figura mais conhecida dos quadrinhos novamente ao sucesso no cinema.