Pense nisso por um
momento: numa tarde livre de um final de semana, quantas pessoas que você
conhece estão em shoppings e quantas estão em museus?
Não é necessária
nenhuma contagem meticulosa pra saber que, na maioria dos casos, os shoppings
estão sempre mais lotados, e que seu público frequentador pode ser bem distinto
do público que prefere os museus.
Alguns filmes infantis são perfeitos pra ilustrar a versatilidade do cinema: ao mesmo tempo que divertem,
propõem reflexões sobre seus temas, agradando tanto adultos quanto crianças. De 1986, do diretor Rob
Reiner e baseado num conto de Stephen King, Conta Comigo (foto), com seus personagens carismáticos
e marcantes, convida a pensar sobre as amizades da infância.
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Tantos nos quadrinhos quanto no cinema, os X-Men são famosos por representar as minorias sociais através
de metáforas. Intolerância, racismo, machismo, homofobia, xenofobia e desigualdade social são alguns dos
temas explorados e criticados na trama dos mutantes. Tudo através de HQ's e blockbusters.
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Outro fator que
contribui para segmentar os filmes é o alcance de público que cada um deles
consegue. Os considerados “para se divertir”, onde se enquadram os
blockbusters, costumam custar milhões para serem feitos e têm como um dos
principais objetivos lucrar o máximo possível nas bilheterias. Aqui, o
interesse dos produtores pelo lucro pode influenciar diretamente em vários
aspectos do filme, e por isso alguns deles acabam sendo prejudicados. Já para
os considerados “de arte”, os problemas enfrentados são diferentes. Geralmente,
eles custam bem menos que os blockbusters (o que não é uma regra), e o diretor
tem mais liberdade para fazer o filme à sua maneira. Porém, pelo baixo
orçamento e menor alcance de bilheteria, acabam sendo distribuídos apenas para
algumas cidades e exibidos em pouquíssimas salas, o que contribui para que
apenas uma parcela pequena de pessoas os conheça e aprecie. Por esses motivos,
na maioria dos casos, os blockbusters são mais bem aceitos pelo público do que
pela crítica especializada, e com os outros, acontece o contrário.
| Hoje cultuado por muitos críticos e fãs de cinema, Clube da Luta (David Fincher), foi um fracasso comercial. O filme, de 1999, custou 63 milhões de dólares para ser produzido, e arrecadou apenas 100 milhões de bilheteria |
É preciso extinguir o
preconceito e dar uma chance para todos os filmes. Eles são muitos e dos mais
variados tipos, mas o cinema é uma coisa só, e todos eles são igualmente
cinema. Com a riqueza tão particular que um filme pode proporcionar, nem sempre
é bom separá-los em segmentos e nos guiar através destes. Uma vez que se
entende isso, é possível aproveitar as coisas boas que cada um deles pode nos
oferecer. É possível descobrir que também tem arte nos shoppings e diversão nos
museus.
Por: Matheus Souza
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