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domingo, 1 de junho de 2014

Cinema: arte ou entretenimento?

Pense nisso por um momento: numa tarde livre de um final de semana, quantas pessoas que você conhece estão em shoppings e quantas estão em museus?

Não é necessária nenhuma contagem meticulosa pra saber que, na maioria dos casos, os shoppings estão sempre mais lotados, e que seu público frequentador pode ser bem distinto do público que prefere os museus.

Quando falamos de cinema, essa mesma distinção pode ser percebida de outra forma: encontram-se principalmente os blockbusters e as grandes produções hollywoodianas nos cinemas mais populares e com um alcance de público maior (não por coincidência, quase sempre nos shoppings), enquanto os filmes independentes, filmes europeus e/ou sem muito apelo para bilheteria, são encontrados em cinemas menores, com público mais modesto, e que ficam em pontos bem específicos da cidade (não por coincidência, perto dos museus). A pergunta é: por que existe essa diferença?


Alguns filmes infantis são perfeitos pra ilustrar a versatilidade do cinema: ao mesmo tempo que divertem,
propõem reflexões sobre seus temas, agradando tanto adultos quanto crianças. De 1986, do diretor Rob 
Reiner e baseado num conto de Stephen King, Conta Comigo (foto), com seus personagens carismáticos 
e marcantes, convida a pensar sobre as amizades da infância.
Fica claro que existe uma divisão a respeito do consumo das obras cinematográficas, que parte tanto da indústria quanto dos próprios espectadores. Há aquelas pessoas que insistem em separar as produções entre “filme entretenimento” ou “filme pra se divertir” e “filme cabeça” ou “filme de arte”. É uma crença de que, para se divertir, é necessário desligar a mente e deixar de pensar, e que associa todo tipo de reflexão a uma prática chata e entediante. Pensar e se divertir são sim coisas diferentes, mas nem por isso quer dizer que não podem andar juntas. Uma piada pode ser ainda mais cômica quando convida o espectador a ter uma visão crítica sobre coisas que o cercam. Dizer que para se apreciar algum filme é necessário desligar a mente é o mesmo que assumir a experiência de assisti-lo como inútil e vazia, já que dessa forma, nas em média duas horas em que acompanharia a projeção, seria impossível para o espectador identificar qualquer coisa ali que pudesse levar consigo depois que subirem os créditos. Se uma mesma música pode servir, ao mesmo tempo, para dançar, cantar junto e ainda fazer refletir sobre os mais variados assuntos, por que um filme não pode ser divertido e ainda oferecer material para uma análise mais profunda sobre qualquer que seja o seu tema? Reduzir um filme a apenas uma função – a de entreter –, é subestimar o próprio cinema. São sons, imagens e palavras que, a cada momento, podem transmitir uma nova mensagem e evocar um novo sentimento. Com todo esse poder, o cinema deve ir muito além de provocar algumas lágrimas ou risadas. Além de entreter, ele pode participar da vida das pessoas e oferecer experiências que tenham algum significado. A reflexão não anula a diversão, e vice-versa.

Tantos nos quadrinhos quanto no cinema, os X-Men são famosos por representar as minorias sociais através 

de metáforas. Intolerância, racismo, machismo, homofobia, xenofobia e desigualdade social são alguns dos 
temas explorados e criticados na trama dos mutantes. Tudo através de HQ's e blockbusters.
Outro fator que contribui para segmentar os filmes é o alcance de público que cada um deles consegue. Os considerados “para se divertir”, onde se enquadram os blockbusters, costumam custar milhões para serem feitos e têm como um dos principais objetivos lucrar o máximo possível nas bilheterias. Aqui, o interesse dos produtores pelo lucro pode influenciar diretamente em vários aspectos do filme, e por isso alguns deles acabam sendo prejudicados. Já para os considerados “de arte”, os problemas enfrentados são diferentes. Geralmente, eles custam bem menos que os blockbusters (o que não é uma regra), e o diretor tem mais liberdade para fazer o filme à sua maneira. Porém, pelo baixo orçamento e menor alcance de bilheteria, acabam sendo distribuídos apenas para algumas cidades e exibidos em pouquíssimas salas, o que contribui para que apenas uma parcela pequena de pessoas os conheça e aprecie. Por esses motivos, na maioria dos casos, os blockbusters são mais bem aceitos pelo público do que pela crítica especializada, e com os outros, acontece o contrário.

Mesmo com essas discrepâncias, o alcance de público e o lucro não são válidos para qualificar a representação artística, e nem é correto separar entre aqueles que são artísticos e aqueles que servem apenas pra entreter. Todo filme vale como obra de arte, independente de qualquer fator. O cinema, em si, é arte, e não apenas determinados filmes. A qualidade dessa arte é que varia em cada caso.

Hoje cultuado por muitos críticos e fãs de cinema, Clube da Luta (David Fincher), foi um fracasso comercial. O filme, de 1999,
custou 63 milhões de dólares para ser produzido, e arrecadou apenas 100 milhões de bilheteria

É preciso extinguir o preconceito e dar uma chance para todos os filmes. Eles são muitos e dos mais variados tipos, mas o cinema é uma coisa só, e todos eles são igualmente cinema. Com a riqueza tão particular que um filme pode proporcionar, nem sempre é bom separá-los em segmentos e nos guiar através destes. Uma vez que se entende isso, é possível aproveitar as coisas boas que cada um deles pode nos oferecer. É possível descobrir que também tem arte nos shoppings e diversão nos museus.


Por: Matheus Souza



domingo, 4 de maio de 2014

Aurora: Protagonista do resultado de uma união entre o clássico e ocontemporâneo, da arte e da tecnologia.


Recentemente o RPG de plataforma "Child of Light" foi lançado pela Ubisoft, companhia já conhecida por valorizar a direção de arte em seus jogos. O jogo chama atenção não só pela narrativa inusitada (poucos títulos abordam de maneira séria fábulas e contos de fadas, ao menos atualmente) mas também pelo empenho em procurar imergir o jogador dentro da história. Música, interface, arte gráfica, história contada através de rimas, tudo foi feito com a intenção de preservar o caráter quimérico presente em contos de fadas.

“A Rainha Negra roubou o Sol, a Lua e as estrelas. Você joga como Aurora, uma jovem princesa com um coração puro, cuja alma é levada para o reino de Lemuria. Embarque em uma jornada para recuperar as três fontes de luz, derrotar a Rainha Negra e restaurar o reino de Lemuria”, sinopse oficial divulgada pela Ubisoft.



Principalmente devido ao modo como a narrativa é contada, através de rimas, não é difícil encontrar comentários que se refiram à obra como "poesia em forma de jogo", "literatura em game" e "aquarela viva no videogame", este último se referindo à arte gráfica do game. 


A arte gráfica dedicou-se fielmente à gravuras características de contos de fadas, uma das características que tornam o jogo extremamente bonito.
O jogo sem dúvidas merece uma análise mais detalhada e muitos elogios, mas há um significado bem subjetivo e que também merece destaque: o jogo quebra vários tabus em relação aos games e à própria tecnologia. Quem nunca ouviu falar que esse tipo de história estava "morrendo"? Ou ainda que a "geração videogame" desconheceria muitas obras de literatura (principalmente infantil) devido à essa tecnologia? 

Child of Light quebra o paradigma que separava o clássico do contemporâneo, de maneira irônica, mostrando que a união é possível desde que se respeite o limite de ambos (algo que vem geralmente de jogos indie, e mesmo assim ainda raro). Infelizmente, este "conservadorismo" em relação ao clássico e contemporâneo não é exclusividade dos jogos, e por isso Child of Light tem um valor subjetivo muito alto.

O jogo fez um sucesso considerável, levando em conta que não é o carro-chefe da empresa, e ainda mais quando lembramos que o game nadou contra a correnteza dentro da própria companhia, em um ano de lançamentos como Watch_Dogs e The division. 


Journey (2012) também foi uma obra que surpreendeu pela arte envolvida no jogo. Há um post aqui, de Danilo Silva, que fala sobre o valor dos Indies Games e de como essas iniciativas são importantes.

Não é a primeira vez que um game aborda uma temática tão original, mas é um dos games que mais surpreenderam na abordagem, e a primeira vez que uma grande publicadora se arrisca dessa forma.

Espero que Child of Light não seja considerado como um jogo apenas original, como um lançamento arriscado bem sucedido, mas que quebre, definitivamente, o "conservadorismo" supracitado.

Por: Paulo Ricardo de Oliveira

sábado, 26 de abril de 2014

Da ficção à realidade: como a arte reflete a sociedade

Antes de começarmos, devo dizer um pouco sobre um companheiro meu que me inspirou a escrever sobre esse assunto. Desde a primeira vez em que conversamos, sabia que ele seria alguém importante pra mim, e eu não estava errado. Apesar de todas as características que nos tornavam imensamente diferentes um do outro, havia também todas aquelas que nos tornavam perfeitos melhores amigos. Conforme eu o conhecia, essas últimas se tornaram as mais evidentes. Juntos, passamos por bons e maus momentos, e cada um deles aumentava o sentimento. Ele mora num livro, num filme e num seriado de TV, mas sua morte me ficar triste como se morasse na minha casa. Ainda de luto, depois de alguns dias, algumas perguntas me vieram à cabeça, e ela sobre elas que iremos falar.

Por que nos emocionamos com filmes, livros, novelas ou seriados? O que eles nos dizem sobre nós e os que nos cercam? Até que ponto eles nos afetam e influenciam nossas vidas?

Em A Rosa Púrpura do Cairo, Cecilia é a garçonete que vê sua vida mudada quando um personagem de um de seus filmes favoritos sai das telas e ganha vida. A partir daí, ela precisa escolher entre o real e o imaginário
Antes de tudo, é necessário entender que toda arte, por mais surreal que seja, faz parte de um ciclo que tem início em um elemento da vida real: o artista, a partir de algo existente, cria uma obra fictícia. Uma vez que essa obra é passada ao público, aqueles que assistem, mesmo sabendo que é fictícia, ligam-na a vida real e procuram aplicá-la em suas próprias realidades. É então que ocorre a identificação e o leque de possibilidades abre-se ainda mais: cada pessoa que tem contato com a obra a interpreta de maneira diferente, e consequentemente é influenciada de uma forma diferente pela mesma. Por exemplo, num filme onde toda uma família morre de forma trágica, alguns chorariam pela morte dos pais, outros pela dos filhos, outros pela situação como um todo, e outros sequer se sentiriam comovidos. Há, na própria ficção, algumas obras que podem nos ajudar a entender um pouco melhor o assunto.

Em A Rosa Púrpura do Cairo (1985), escrito e dirigido por Woody Allen, Cecilia (Mia Farrow) é uma garçonete que utiliza o cinema como fuga para os problemas que enfrenta no seu cotidiano: além de viver sob a Grande Depressão, que assolou os Estados Unidos durante os anos 30, ela sofre por causa de seu marido, um bêbado, violento e desempregado que ela trabalha para sustentar. Dentre outras discussões, de forma metalinguística, o filme fala sobre a visão que o público tem do cinema e como cada filme pode atingir de maneiras diferentes determinadas pessoas. Cecilia usa o cinema para preencher os vazios de sua própria realidade.

 Com acontecimentos reais inseridos na trama fictícia, The Newsroom revisita fatos
importantes e permite um novo olhar sobre eles
É claro que não são todas as pessoas que veem os filmes dessa forma. Em A Rosa Púrpura do Cairo, Woody Allen evidencia apenas algumas das inúmeras maneiras de como o público pode ser atingido. Paralelos a situação de Cecilia,, temos aquelas pessoas que na ficção, encontram respostas sobre si mesmos nos personagens com que se identificam, projetam decisões com base nas situações mostradas, aprendem a lidar com determinados problemas, a não cometer determinados erros, etc.


E essas identificações não são apenas pessoais, mas também sociais. Cada obra, mesmo as fantásticas, funciona como retrato de uma região e uma época (seja a época de criação da obra ou a da história que ela conta). Com um pouco de atenção, é muito fácil perceber isso. Basta uma olhada nos filmes Clube dos Cinco, As Vantagens de Ser Invisível e Spring Breakers, por exemplo, pra notar semelhanças e diferenças na juventude estadunidense dos anos 80, 90 e 2000, respectivamente. 2001 – Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, é mais um exemplo. Com sua reflexão atemporal, o filme põe em vista as questões existencialistas que tomavam conta do pensamento filosófico durante a segunda metade do século 20, e o fascínio que havia na época em relação ao espaço. Há também as obras que, expondo a visão política de seus autores e/ou personagens, convidam o público a observar de forma crítica o seu próprio sistema político, como o livro 1984, de George Orwell, e até a série The Newsroom, criada por Aaron Sorkin. Outro exemplo de fácil compreensão dessa conexão direta entre a arte e a sociedade é a música: em todo o mundo, os estilos e gostos musicais variam de lugar para lugar e geração para geração, e para que isso aconteça existe um motivo, que é a forma como essa música se relaciona com as pessoas daquela região, naquele momento.


O que vale dizer sobre a arte em geral é que possui uma importância que por vezes não é notada. Os filmes que assistimos, as músicas que ouvimos, os livros que lemos, as roupas que usamos, as fotos que compartilhamos, os quadros que enfeitam nossas paredes, falam mais sobre nós mesmos do que possamos perceber. Mais do que sons, mensagens, imagens e painéis, a arte também serve de espelho.


Por: Matheus Souza

domingo, 4 de agosto de 2013

Recomendações da Isadora - Parte 3

Olá pessoas! Hoje venho falar sobre os dois melhores filmes sobre drogas que existem, na minha opinião. Dois filmes que mostram muito bem como é o vício e que têm trilhas sonoras incríveis.

Trainspotting


Baseado no best-seller de Irvine Welsh, o filme dirigido por Danny Boyle(Extermínio, Quem Quer Ser Um Milionário?) conta a história de Mark Renton(Ewan McGregor) e seus amigos Sick Boy(Jonny Lee Miller), Tommy(Kevin McKidd), Spud(Ewen Bremner) e Begbie(Robert Carlyle).
O filme mostra o passado tenebroso de Obi Wan Kenobi, mas Ra's Al Ghul tirou o menino Renton das drogas e o ensinou o caminho da Força.
O filme faz um retrato da juventude viciada de Edimburgo, capital da Escócia. Se trata sobre escolhas, como Renton demonstra no início do filme "Por que eu iria querer isto? Preferi não ter uma vida. Preferi outra coisa. E os motivos? Não há motivos. Para que motivos, se tem heroína?".

Requiem For A Dream


O filme que tem a direção de Darren Aronofsky(Cisne Negro, O Lutador), conta a história de Harry(Jared Leto), sua mãe Sara(Ellen Burstyn), sua namorada Marion(Jennifer Connelly) e seu amigo Tyrone(Marlon Wayans), que são pessoas que correm atrás de seus sonhos.
Sara foi convidada para participar de seu programa de TV preferido, o "Tappy Tibbons Show", mas está se achando gorda, vai ao médico e começa a tomar pílulas para emagrecer. Harry quer ser rico e também quer ajudar Marion a montar sua griffe, para isso, ele começa a traficar com seu amigo Tyrone. Sara emagrece, mas continua tomando mais e mais pílulas e Harry, Tyrone e Marion ficam dependentes de heroína.
O filme mostra como as pessoas vão ao extremo pela sua vontade, pelos seus sonhos, mas que nem sempre dão certo.

Por: Isadora Gomes

domingo, 7 de julho de 2013

Recomendações da Isadora - Parte 2

Olá pessoas!
Hoje venho recomendar dois filmes do diretor Michael Haneke.


O primeiro é Benny's Video(1992); um dos primeiros do diretor. Se trata da história de Benny(Arno Frisch), um adolescente que gosta de filmar as coisas que acontecem ao seu redor. Aos poucos seus valores de realidade vão mudando. Um dia seus pais vão viajar e ele leva a menina que ele conheceu na locadora de filmes para casa. O que começa como uma "love story" se torna em uma catástrofe. Ele acaba matando a garota.
Para quem conhece o diretor e vai ver Benny's Video pela primeira vez, pode até se assustar; pois pouco tempo é investido na apresentação dos personagens no início do filme, você não acaba se ligando muito aos personagens. Mas não se engane, o filme não é ruim. Ele trata da violência na adolescência muito bem. E a ideia principal fica intacta: a de Benny, um garoto que filma friamente a morte de um porco; a mesma pessoa que após matar uma garota, filma-se nu. Benny não é influenciado por filmes violentos, mas sim pelo seu vazio existencial.


O segundo filme é Funny Games(1997). É a história de uma família formada por Georg(Ulrich Mühe), sua mulher Anna(Susanne Lothar) e seu filho(Stefan Clapczynski) que vão passar as férias em sua casa de campo e são feitos de refém por Peter(Frank Giering) e Paul(Arno Frisch), que fazem tortura psicológica na família. O filme mostra muito bem a crueldade e frieza humana.
Três aspectos interessantes do filme é a ausência de trilha sonora, que quase não aparece. O filme deixa claro que é uma ficção pela interação de Paul com os espectadores do filme, ele se dirige à câmera e fala com os espectadores. Outro aspecto é a violência não ser mostrada, você apenas sabe que ela está acontecendo pelos gritos e barulhos. A única violência mostrada é a que a vítima faz, no início do filme.
A grande atuação do filme é a de Susanne Lothar. A personagem de Anna cumpre uma função importantíssima na trama. Ela que carrega a responsabilidade de sua sobrevivência e da família, por conta de o pai estar impotente desde o início do filme.
Michael Haneke fez um remake de Funny Games em 2007, com Tim Roth, Naomi Watts, Brady Corbet e Michael Pitt, que é totalmente fiel ao original.

Bem, esses são só dois de vários filmes de Michael Haneke, que é um ótimo diretor. Recomendo todos os filmes dele.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Recomendações da Isadora - Parte 1

Guten Morgen! Wie geht's?
Oi, eu sou a Isadora e com essa coluna vou recomendar alguns filmes pra vocês. Filmes de um gênero, de um diretor, ou o que eu quiser mesmo.
Por que não começar com filmes trash(ou nem tão trashs assim)? Sim, existem filmes trash bons. Ou não tão bons assim. Bem, vamos lá.





O primeiro filme é Pink Flamingos (1972), do diretor John Waters. Um explotation/comédia/horror B. O filme se trata de uma competição entre Divine e sua família contra Connie e Raymond Marbles pelo título de "pessoas mais sórdidas do mundo". Por esse título eles fazem realmente de tudo. Os Marbles têm uma "clínica de adoção"; eles sequestram jovens mulheres e as engravidam, os bebês são vendidos para casais de lésbicas. Já Divine, bem, só assistindo pra acreditar.
O filme "choca" por suas cenas bizarras que mostram o sexo bizarro dos Marbles, sexo oral entre mãe e filho, e nossa diva Divine comendo fezes.
Pink Flamingos pode ter um certo peso em suas cenas principais mas há um certo alívio cômico nas cenas da mãe de Divine e seu amor por ovos.




O segundo filme, Thriller - A Cruel Picture (1974) a.k.a. They Call Her One Eye do diretor Bo Arne Vibenius se trata da história de Madeleine(Christina Lindberg), uma jovem que perdeu a fala quando foi violentada quando criança. Madeleine quando mais velha pega carona com um homem que aparenta ser bom, mas na verdade não é. Ele a torna uma viciada em heroína e a obriga a se prostituir, em troca da heroína. Madeleine tem o olho cortado depois de rejeitar seu primeiro cliente. Ela investe e dinheiro que ganha em aulas de karate, tiro e aprende a dirigir.
Foi o primeiro filme a ser banido da Suécia, por conta se suas cenas de violência e sexo explícito, que não se sabe até hoje se foi Christina Lindberg que as fez. O filme é um dos mais clássicos em questão de vingança.
O filme influenciou muitos outros. Madeleine foi uma das inspirações de Quentin Tarantino para criar Elle Driver(Kill Bill), por exemplo.

Esses dois que citei hoje estão na minha lista de favoritos e merecem ser assistidos. São clássicos que com o tempo se tornaram cult.

That's all, folks! Auf wiedersehen!